Freixo de Numão é
uma freguesia portuguesa do
concelho de Vila
Nova de Foz Côa, com 47,42 km² de área e 502 habitantes
(2011). Densidade: 10,6 hab/km².
São muito antigos os
vestígios da ocupação humana na área e termo da freguesia de Freixo de Numão.
Investigações arqueológicas que se têm levado a efeito desde 1980, têm posto à
luz do dia vestígios milenares. No Castelo Velho, (localizado na estrada de Santo
Amaro, por cima das Ameixoeiras e Vale da Rata), escavações têm permitido um
estudo aprofundado da ocupação, fauna e flora da região. Há cerca de cinco mil
anos um grupo de pessoas ali construiu um castelo, com duas linhas de muralhas
e uma torre central. Pode-se falar de um povoado fortificado do Calcolítico
(Idade do Cobre), onde estariam alojadas cerca de 40 pessoas! Depois de um
provável abandono, em data não determinada, volta a ser ocupado no 2º. milénio
antes de Cristo, em plena Idade do Bronze. As cerâmicas decoradas com cordões e
mamilos, características destes povos, são abundantes neste nível de ocupação.
As casas seriam de madeira revestida com barro e cobertura de colmo,
localizadas encostadas às muralhas, até para abrigo dos ventos fortes que ali
se fazem sentir todo o ano.
Do mesmo período serão as
ocupações no Monte de Santa Eufêmia, que funcionaria como Atalaia no
Calcolítico e no Bronze; os abrigos pré-históricos do Vale Ferreiro, o Alto dos
Barreiros, (por cima da Capela de Nossa Senhora da Carvalha).
Desconhece-se,
até ao momento, o início da ocupação na área que hoje constitui o núcleo urbano
que se chama freguesia de Freixo de Numão. No entanto, possuímos já materiais e
datações de carvões pelo método do Carbono 14 que apontam para uma grande
ocupação durante a Idade do ferro (1º. milénio antes de Cristo).
Materiais
do Ferro têm sido provenientes da zona da Casa Grande e da zona do Castelo.
A Igreja Matriz
data de entre os séculos I e V depois de Cristo, um templo Romano. Uma ara
votiva, muita pedra de aparelho e um cipo funerário em mármore, recolhidos na
própria Igreja ou área envolvente, certificam-nos tal.
São às dezenas
os lugares com vestígios da ocupação Romana no termo da freguesia de Freixo de
Numão, uns simples Casais (casas de campo) outros importantes villas onde a
actividade agrícola e mineira sobressaem. Lagaretas e lagares já inventariados
certificam-nos a importância do vinho nos primeiros séculos da nossa era, nesta
região.
Escavações arqueológicas no
Zimbro II, Salgueiro (oficina de canteiro ligada a exploração do granito
branco), Rumansil, Colodreira e Prazo, tem permitido reconstruir um pouco do
Rural Romano nas terras quentes do Douro.
Desconhece-se
qualquer vestígio de ocupação dos denominados povos bárbaros (Suevos,
Visigodos, Árabes). Se não nos restam materiais, muito menos a toponímia e,
dai, uma provável não dominação destas terras por esses povos.
Nos princípios
do século XVI era já Freixo de Numão a terra mais populosa da região, para isso
tendo contribuído, certamente, uma grande fixação de famílias judaicas vindas
da Espanha recém-unificada pela acção dos Reis Católicos (Fernando e Isabel).
Esse crescimento populacional veio permitir uma reanimação que apenas havia
tido paralelo durante o período de ocupação romana (como demonstram os
materiais exumados em escavações já realizadas).
Entre os Séculos XVII e XVIII
encheu-se Freixo de belas casas apalaçadas, construíram-se Capelas,
reconstruiu-se a Igreja e a Ermida de Nossa Senhora da Carvalha, a casa da
Câmara (nova) e o Pelourinho, entre outras iniciativas como construção de
fontes, caminhos e pontões.
Em 1836,
pela reforma liberal, vê acrescentada a área do concelho com a extinção pura e
simples dos concelhos de Cedovim, Sebadelhe e Touça. O concelho de Horta já
havia sido anexado em 22 de Junho de 1682.
Ate 1853
é concelho com 11 freguesias. Por decreto de 31 de Dezembro desse ano, é
extinto o concelho de Freixo de Numão e integrado, com todas as suas
freguesias, no concelho do Vila Nova de Foz Côa.

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